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Vale a pena conhecer #12

É um português que já correu meio mundo. Gosta de fotografar pessoas e, talvez por isso, as suas fotos sejam tão ricas. Ricas de emoções e sentimentos que só uma pessoa que conhece a força e a beleza das relações humanas e das pessoas pode transmitir. Através das suas fotos, o Vítor Garcês transmite-nos sentimentos fortes e impressivos, mas  consegue também transmitir a calma e a beleza de um pôr do sol ou a imensidão do mar.
Este mês vale a pena conhecer o @vektorg.

Vektorg
1) Como conheceste o Instagram?

Conheci o Instagram através de um grande amigo da minha juventude que contou-me sobre o IG a dizer que eu tinha de imediatamente registrar-me.

2) Quando começaste a tua conta? Publicaste a tua primeira foto assim que abriste a conta?

Eu comecei em Abril de 2011, mas em Agosto de 2011 resolvi apagar todas as fotos que tinha posto e começar outra vez.

Sim, a primeira foto que publiquei foi da minha filha. Depois que apaguei todas as fotos repeti outra vez e comecei com uma foto da minha filha. Os filhos são nosso maior prémio e acho que trazem sempre boa sorte.

3) Usas alguma app de edição? Quais as tuas favoritas?

Uso diversos apps, edito sempre as minhas fotos ou no iPad ou no iPhone. Prefiro editar no iPad porque é mais fácil ver os detalhes, mas por outro lado acho sempre bom ver o resultado final no iPhone já que a plataforma mais utilizada para ver o IG é a móvel. Devo ter mais de uma centena de apps, mas definitivamente os que mais uso e são o filterstorm, snapseed que estão presentes em quase 100% das minhas imagens. Pontualmente uso Photoshop Express, Photo FX, PhotoStudio, PicFx, Blender e outros mais.

4) Quais os temas que mais gostas de fotografar?

Gosto de fotografar gente. Para mim fotografar pessoas é o maior prazer que tenho, pessoas passam emoções que nenhuma cartão postal jamais passará. Por outro lado acho que sou eclético, gosto de fotografia e do desafio de fazer o desconhecido, estou sempre à procura de coisas novas.

5) Que tipo de aparelho usas para fazer as fotos que publicas no Instagram?

Hoje em dia devo publicar 50% de fotos do meu iPhone 5 e 50% de fotos da minha Canon reflex.

6) O que pensas da fotografia móvel?

Adoro fotografia móvel, a minha maneira de ver a fotografia mudou por causa disto. Com o meu telefone na mão estou sempre pronto para registar qualquer momento. É incrível como a minha técnica de tirá-lo do bolso e ligar a camera rapidamente desenvolveu-se com o tempo, hoje faço em poucos segundos.

7) Fala um pouco sobre a tua paixão por fotografia.

A minha relação com a fotografia começou ainda na infância com uma Vivitar daquelas finas horrorosas. Depois, em uma viagem aos Estados Unidos quando eu tinha 14 anos, chateei tanto o meu pai que ele acabou por dar-me uma reflex Pentax. Voltei para casa felicíssimo e comprei um livro enorme e pesado sobre fotografia que comecei a estudar sozinho. Acho que este foi um ponto muito importante para mim porque aprendi a trabalhar com abertura, exposição, filmes, lentes e etc.  Depois por anos perdi o gosto e só fotografava coisas do dia-a-dia com montes de cameras point-and-shoot que tive. Finalmente em 2008 voltei a comprar uma reflex e a fotografar com outro olhos, até que em 2011 apareceu-me o Instagram e tudo mudou como é o caso da maior parte dos instagramers.

8)  Tens alguma foto preferida entre as que publicaste?

Esta é uma pergunta muito difícil de responder, o que mais me diverte é fotografar e preparar material, escolher uma só seria impossível. Estas abaixo são algumas que gosto muito:

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Obrigado Víctor, pela disponibilidade em responder às nossas perguntas, e por partilhares connosco o teu olhar.

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Vale a pena conhecer #11

O nosso convidado deste mês é Luís Octávio Costa, mais conhecido por @kitato. Jornalista, é editor do Público P3 e gere a conta @publicop3 no Instagram. Confessa-se viciado na aplicação, e ainda bem que assim é, dizemos nós.

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Já não sei como conheci o Instagram. E também não sei o que raio é aquilo que fotografei no dia 24 de Fevereiro de 2011. Mas continuo a achar que uma das actividades mais interessantes desta rede social é o rewind.
Recuar numa conta de Instagram até à raiz é uma viagem no tempo. Para além e revisitar sítios mágicos e pessoas mágicas, podemos sentir diferentes etapas da vida através dos filtros usados, das composições e do estilo que
se vai moldando como pequenas rugas e ajustando como os cabelos brancos. E sim, eu também testei filtros, também abdiquei da cor (e saturei as cores), também atravessei uma fase minimalista e uma fase circular e também andei agarrado ao decim8. Hoje, o Instagram é uma droga, provocando em mim sintomas fortes de abstinência. Ando sempre com o iPhone 5 no bolso (e tento não andar com roupa sem bolsos) e sou um dos primeiros a fazer a actualização da aplicação Snapseed. E não sou esquisito. Fotografo amigos
cobaias e amigos super-heróis, paisagens que dificilmente chegarão a postais ilustrados, o batimento cardíaco da natureza e as linhas
invisíveis do meu dia-a-dia. Gosto de encostar pessoas à parede. De frente, de costas, de pernas para o ar. Mais para a esquerda, ligeiramente para a direita. OK, não respira. Já fiz uma estimativa do tempo que passo no Instagram ‹ mas prefiro não falar nisso. Já escrevi ao Pai Natal a pedir que me deixe circular nas minhas duas contas sem ter de entrar-sair-e-entrar-e-sair-e-entrar. Quando não sou o @kitato, divirto-me como jornalista, editor do P3 e gestor da conta @publicop3, provavelmente a minha maior fonte de inspiração. É lá, na etiqueta #p3top, actualmente com quase 150 mil fotos, que encontro novas inspirações, novas abordagens e também novos amigos. Depois, saio, volto a entrar e faço rewind.

Obrigado Luís, pela disponibilidade em responder às nossas perguntas, e por partilhares connosco o teu olhar.

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Vale a pena conhecer #10

Phil Gonzalez, fundador do grupo Igers, do qual fazemos parte, é o nosso entrevistado deste mês.

Espanhol, de origem francesa, Phil Gonzalez ficou fã do Instagram, assim que começou a usar, e logo percebeu as potencialidades na nova rede social.

Em Janeiro de 2011, num domingo de manhã, e uma vez que já passava algum tempo em redes sociais e  blogs, decidiu criar um blog inteiramente dedicado ao Instagram, ao qual deu o nome de Instagramers, e que mais tarde passou a chamar-se Igers. Escrevia artigos relacionados com a app, dava dicas e conselhos de como tirar melhor partido da aplicação, ganhar seguidores, likes e até de como chegar à pagina popular.

Pouco tempo depois, foi contactado por uma pessoa que lhe sugeriu que criasse grupos de Instagramers, em Espanha, mas com intenção de alargar o conceito ao resto do mundo. De inicio a ideia pareceu–lhe um pouco louca, mas acabou por aceitar o desafio. Nascia o primeiro grupo, em Barcelona (@igersbcn), seguio-se Madrid, Italia, Londres… e hoje conta já com ~ 300 grupos espalhados pelo mundo.

Para além de ser um excelente fotógrafo e uma pessoa muito criativa, é acima de tudo um excelente comunicador. Certamente que terão oportunidade de comprova-lo muito em breve. Vale, realmente a pena conhecer.

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1) Como conheceste o Instagram?

Um amigo, que sabia que eu trabalho no desenvolvimento de aplicações, contou-me que tinha descoberto uma app que funcionava como rede social de partilha de fotos, chamada Instagram. Fiz o download da aplicação em Outubro de 2010, e deixei ficar no meu iPhone sem usar, e nem mesmo me registar.

2) Quando começaste a tua conta? Publicaste a tua primeira foto assim que abriste a conta?

Um mês após ter feito o download da app, fui a Marrocos e fiz a minha primeira foto. Assim um pouco como toda a gente, era um teste, para ver como funcionava.
Em Dezembro, um mês após a primeira foto, fui à Tailandia, e comecei a tirar fotos, diariamente, através do Instagram. Era uma felicidade ver as minhas fotos receberem 5, 10 likes. Acordar de manhã e descobrir que tinha um novo seguidor era também motivo de alegria.

3) Usas alguma app de edição? Quais as tuas favoritas?

Uso sempre o Hipstamatic com filmes PB para fazer as minhas fotos, e depois, faço pequenos ajustes na imagem com o Camera+. Mas às vezes penso que devia investigar como editar com as dezenas de apps que tenho no meu telephone e que nunca tive tempo de ver como se usa.
Algumas vezes também uso o Noir, o Squaready e o Diptic.

4) Quais os temas que mais gostas de fotografar?

Tiro, essencialmente, fotos de pessoas e de cenas urbanas. Normalmente não tiro fotografias de paisagens. Gosto muito, mas fico sempre muito frustrado porque nunca consigo reproduzir toda a beleza de uma paisagem numa foto.

5) Que tipo de aparelho usas para fazer as fotos que publicas no Instagram?

Sempre iPhone. 99% das vezes com Hipstamatic, o 1% restante, é feito com a câmera nativa do iPhone.
Quando comecei a usar o Instagram, tinha uma certa paixão em fotografar com a HDR Pro Camera, e fazia fotografias com cores muito fortes e saturadas, mas depois comecei a ficar um pouco farto e comecei a fotografar de forma mais simples, fazendo fotos em PB.

6) O que pensas da fotografia móvel?

Eu acho que é um «main stream», está na moda. Por um lado o Instagram mostrou ao mundo que é possível comunicar através de fotos, por outro lado, as pessoas descobriram que podem ser criativas usando apenas um smartphone.

Digo sempre que a fotografia móvel acabou com a frustração de não se saber fotografar.

7) Fala um pouco sobre a tua paixão por fotografia.

Ainda antes do meu interesse e paixão por fotografia, eu sempre gostei de design, e de criar. Desde criança que pinto e gosto muito de pintar.

Sempre tive muitas máquinas fotográficas. Comprei muitas e também parti algumas. Mas desde que comecei a fotografar com o meu iPhone, comecei a usar menos as minhas dslr. Estranhamente, até me esqueço delas em casa quando vou viajar. :)

Obrigado Phil, pela disponibilidade em responder às nossas perguntas, e por partilhares connosco o teu olhar.

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Vale a pena conhecer #9

Chamo-me Rita Cordeiro, sou Designer Gráfica.
Paralelamente, tenho duas marcas de acessórios em crochet e algum tricot, inteiramente feitos à mão, a cooler e a wooler, nas quais acumulo várias funções, incluindo a de “modelo”.
Sou uma sapatólica inveterada e gosto de mudar frequentemente o chão que piso, daí que haja muitas imagens dos meus sapatos e chãos com texturas ou características que merecem ser registadas, como é o caso do mosaico hidráulico.
Quase todas as minhas fotos têm um nome de uma música como título. Nunca me debrucei muito sobre o assunto, mas a associação é imediata e surge normalmente quando estou a tirar a foto.
Gosto de registar as coisas, os sítios por onde passo e pessoas que fazem, ou não, parte da minha vida. E gosto de que, ao olhar para as fotos passado algum (muito) tempo, me lembre exactamente do que pensei e senti quando fiz o disparo.
Para mim o Instagram é mesmo a frase (que curiosamente também é um título de uma música) que escolhi para figurar na minha galeria: it’s a kind of magic.

Em Maio, vale a pena conhecer @ritacordeiro.

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1) Como conheceste o Instagram?

O meu primeiro contacto com o Instagram foi através de amigos que tinham um iphone. Na altura não achei graça nenhuma à coisa, achei até bastante irritante. Mas depois, tempos mais tarde, vi a luz!

2) Quando começaste a tua conta? Publicaste a tua primeira foto assim que abriste a conta?

Descarreguei a aplicação quando comprei um iphone, em Novembro de 2011. A minha primeira foto foi tirada no dia em que abri a conta e nunca mais parei. É caso para dizer, primeiro estranhei, depois entranhou-se!

3) Usas alguma app de edição? Quais as tuas favoritas?

Sim, uso. Gosto particularmente da VSCO e do Snapseed.

4) Quais os temas que mais gostas de fotografar?

Gosto de fotografar tudo o que faz parte dos meus dias. Não tenho preconceitos em relação a temas e gostava de ter mais coragem para fotografar desconhecidos com quem me cruzo.

5) Que tipo de aparelho usas para fazer as fotos que publicas no Instagram?

Uso apenas o telefone, um iphone 4s.

6) O que pensas da fotografia móvel?

Muitos puristas da fotografia consideram-na um atentado.
Eu sou uma acérrima defensora e acho que a forma como aproxima as pessoas com origens, vidas e universos tão longínquos é extraordinária. E acho que o facto de ter dado a qualquer pessoa a possibilidade de tirar fotos, de documentar de alguma forma a sua vida é uma coisa muito positiva. As pessoas retiram coisas boas do que vêem, guardam o que querem recordar. No fundo, é o mesmo “querer guardar o momento”, como dantes se fazia com as polaroids, mas de uma forma ainda mais acessível e imediata.
Tenho pena que o Instagram não seja apenas utilizado para a fotografia móvel pura e dura, há muitos (demasiados) utilizadores com excelentes galerias, mas que são integralmente compostas com “crops” de fotos tiradas com máquinas profissionais e com objectivas com uma capacidade infinitamente superior à da lente de um smartphone o que, na minha opinião, adultera o espírito do imediato, do instantâneo.
Alguns dos meus igers favoritos tiram fotos com câmaras de telefones de muito fraca qualidade mas, lá está, o olho do fotógrafo é que vale e não a máquina com que se está a fotografar.

7) Recentemente estiveste na página de utilizadores sugeridos do Instagram. Como foi a experiência?

Foi uma surpresa! Fiquei entre a incredulidade e a felicidade de ter sido escolhida entre milhares de utilizadores.

Tive um aumento exponencial de seguidores de tal forma que, durante umas semanas, perdi de vista as notificações das pessoas que eu sigo e com as quais interajo. Tive ainda a particularidade de, ao mesmo tempo, ter tido um destaque da VSCO. Foi uma semana emocionante e uma grande honra!

8) Fala um pouco sobre a tua paixão por fotografia.

Não sou fotógrafa, mas sempre gostei muito de fotografar.
Aprendi muito cedo todo o processo de revelação e impressão em papel com o meu tio, detentor de uma invejável colecção de máquinas fotográficas analógicas e profundo conhecedor do assunto.
Aos 15 anos o meu pai emprestou-me a sua Canon FT, tão boa quanto pesada. Documentei a minha adolescência toda e o início da vida adulta em rolos a preto e branco, que eu própria revelava em casa num mini-estúdio improvisado.
Desde aí nunca mais deixei de fotografar, agora mais em digital, e nunca saio de casa sem a máquina e, claro, sem o iphone.

Obrigado Rita, pela disponibilidade em responder às nossas perguntas, e por partilhares connosco o teu olhar.

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Vale a pena conhecer #8

Tal como já uma vez expressámos, a solidão espelhada nas sombras, nas figuras solitárias, algumas imersas no nevoeiro, perdidas na paisagem, percorre as fotografias de Hélder Reis. A luz das suas imagens assume um papel primordial no sublinhar do momento captado.

O Hélder Reis nasceu no Brasil, mas já vive há tantos anos em Portugal que podemos considerá-lo, também um pouco português.

Este mês, vale a pena conhecer o Helder Reis (@heldersreis e @cibidibis).

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Pequena apresentação.

Sou baiano, lisboeta, sportinguista, 52 anos (23 de Portugal) e moro em Lisboa. Tenho o curso de Jornalismo, fui jornalista de televisão no Brasil (TV Bahia, filial da Rede Globo) e, em Portugal, sou sócio de uma produtora de filmes de publicidade há quase 20 anos.

1) Como conheceste o Instagram?

Sou utilizador de android, por isso o Instagram “entrou” na minha vida com atraso. Como já tinha a paixão da fotografia e duas contas de Facebook, com quase 10 mil “amigos”, começar no Instagram foi o passo natural, mas não me lembro de quando ouvi falar dele pela primeira vez.

2) Quando começaste a tua conta? Publicaste a tua primeira foto assim que abriste a conta?

A minha primeira conta, @heldersreis, foi aberta em Maio do ano passado e não perdi tempo em publicar a minha primeira foto.

Na verdade, não sou um instagramer “puro”, e como sofro com isso. Risos. Não fotografo com o telemóvel porque não tenho como controlar todos os elementos que compõem uma fotografia.

No início, quando publicava as minhas fotos no Instagram, era ali que as cortava. Com o passar do tempo senti necessidade de publicar as fotos como elas eram, sem cortes.

3) Usas alguma app de edição? Quais as tuas favoritas?

Eu utilizo uma Canon 5D para fotografar, passo a foto por um programa próprio para acertar a luz e, depois, levo para outro programa para a edição final, que é, basicamente, dar o enquadramento “perfeito”. Não sou de truques de edição porque não tenho conhecimento aprofundado para isso.Tudo no PC.

Em Janeiro, deste ano, senti-me atraído pelos filtros e, então, baixei o Pixlr-o-matic. Utilizava, na mesma, fotos feitas com a Canon mas aplicava os filtros do Pixlr.

Percebi que as fotos “filtradas” não combinavam com a minha conta e foi então que abri uma nova conta, @cibidibis, com o nome Ricardo Reis, a brincar com o heterónimo de Fernando Pessoa. Era comum a quase todas as fotos a utilização da moldura Sand. Passado um tempo, fartei-me dos filtros e passei a publicar as fotos como as tinha feito e com o meu nome verdadeiro. Ainda restam 15 “filtradas” no cibidibis.

Com duas contas, resolvi separar preto e branco em @heldersreis e cor em @cibidibis.

4) Quais os temas que mais gostas de fotografar?

O tema recorrente nas minhas fotos é o homem solitário nas ruas de Lisboa, em contra-luz, inserido num cenário com um forte componente gráfico. Gosto, porém, de fotografar tudo o que chame a atenção do meu olhar.

Estou a preparar-me para um projecto fotográfico em que pretendo entrar nas casas das pessoas (não chamem a polícia, vai ser combinado antes). Fotografá-las lá dentro. Vamos ver o que sairá daí.

5) O que pensas da fotografia móvel?

A fotografia móvel e as redes sociais ampliaram, em muito, a utilização da fotografia e democratizaram a sua divulgação. Acho muito interessante que assim seja. O Instagram, com seus filtros, ajudou as pessoas a transformar fotos normais em fotos “cool”.

Os instagramers “puros” torcem o nariz às fotos feitas com câmara e publicadas no Instagram. Os saudosistas quase que têm um sentimento de posse sobre o “velho insta”, com 80 mil utilizadores. Para mim esta discussão é completamente irrelevante e inútil.

Qual será a evolução do Instagram com 100 milhões de utilizadores? Como será o futuro de tudo o que se mexe à volta do Instagram? Daqui a 3, 5 anos, qual será o poder de um Igersportugal? Que novas formas iremos descobrir da utilização do Instagram?  As respostas a estas perguntas é que me fazem pensar.

6) Fala um pouco sobre a tua paixão por fotografia.

Como se diz na linguagem do futebol, sou fotógrafo desde criancinha. Não tinha máquina fotográfica mas a paixão vem desde pequenino. Até há uns anos, só fazia fotos da família e dos amigos.

Tive uma Zenit, analógica e uma Sony digital, compacta. Quando comprei uma reflex Sony A230 tudo mudou. Fiz umas fotos na Expo, em Lisboa, numa manhã de nevoeiro e gostei do resultado (tenho uma atracção notória por nevoeiros). Daí para cá nunca mais parei, tenho milhares de fotos feitas de Lisboa, linda e cheia de contrastes.

A fotografia é uma paixão e um vício. Quando ando pela cidade com a minha máquina (sem tripé e outros apetrechos), sinto que somos uma entidade única.

Obrigado Helder, pela disponibilidade em responder às nossas perguntas, e por partilhares connosco o teu olhar.

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Vale a pena conhecer #7

Este mês, entrevistamos o João Cândido da Silva, aka @joaocs, jornalista de profissão, e fotografo desde criança.

Apaixonou-se pelo Instagram por causa dos filtros que davam um ar vintage às fotos que lhe lembravam as que tirava na juventude, com as suas maquinas analógicas.
As fotos do João são cheias de cor e chamam sempre a atenção.
Não temos dúvidas, vale mesmo a pena conhecer o feed deste lisboeta que fotografa as ruas e as  suas gentes.
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1) Como conheceste o Instagram?

Uma pessoa que conhecia o meu interesse por fotografia e que utilizava o Instagram, mostrou-me a aplicação e como funcionava, muito antes de eu ter um “smartphone”.

Na altura, mais do que a característica de rede social de que nem me apercebi bem, despertaram-me curiosidade os filtros, sobretudo aqueles que emprestavam um ar “vintage” às fotografias. Achei graça ao facto de a aplicação permitir que qualquer utilizador pudesse fazer com que as suas imagens parecessem ter sido tiradas nos anos 70 ou antes disso.

Recordo-me das máquinas Instamatic e tive, na infância, um aparelho do género, da Agfa. Alguns filtros recriavam o género de cores produzido por aquelas máquinas e pelas respectivas películas, o que não deixou de me despertar um sentimento de nostalgia.

2) Quando começaste a tua conta? Publicaste a tua primeira foto assim que abriste a conta?

Há cerca de um ano, decidi trocar de telemóvel e comprei um iPhone 4s. Descarreguei o Instagram e publiquei a primeira fotografia a 10 de Março de 2012. Durante os meses seguintes, não liguei muito à aplicação, mas comecei a entusiasmar-me a partir de Julho, quando a publicação de fotografias se tornou mais intensa e regular.

O interesse foi crescendo à medida que fui explorando e descobrindo o que outros utilizadores estavam a fotografar e a publicar. Através do trabalho de muitos e excelentes utilizadores do Instagram, senti-me incentivado a fotografar mais e a envolver-me mais na rede.

3) Usas alguma app de edição? Quais as tuas favoritas?

Nos primeiros tempos como utilizador do Instagram, usei os filtros disponíveis na aplicação, mas também experimentei o Hipstamatic e o LemeLeme. Mas acabei por me cansar destas aplicações.

São muito limitadoras porque não permitem graduar e ajustar a edição àquilo que se pretende. Aplica-se o filtro e, das duas, uma: ou o resultado é aquele que se pretende ou não é. Não há a hipótese de se escolher um meio-termo ou outra solução entre os dois extremos.

Por esta razão, comecei a procurar outras ferramentas de edição mais flexíveis e acabei por descarregar o Camera+, o Vintique e o Snapseed. Hoje em dia, uso, sobretudo, estas duas últimas aplicações. São fáceis de usar, muito intuitivas e permitem um razoável leque de escolhas, suficiente para melhorar as imagens sem ter de se cair, à força, no registo do efeito especial indesejado.

4) Quais os temas que mais gostas de fotografar?

Gosto de cores e texturas. Tenho uma predilecção por portas, janelas e paredes decadentes. Também gosto de arquitectura e de fotografia de rua. Portugal tem matéria-prima em elevadíssimas doses para quem gosta de fotografar estes temas.

Lisboa e Porto têm sido, nos tempos mais recentes, os locais que mais me têm incentivado a fotografar. São duas cidades cheias de recantos, becos, ruas estreitas, escadinhas, edifícios coloridos, muitos deles a precisarem de trabalhos de reabilitação mas, ainda assim, cheios de potencial para produzirem imagens interessantes.

5) Que tipo de aparelho usas para fazer as fotos que publicas no Instagram?

Quando saio para a rua para passear e fotografar, costumo levar uma Canon G11. É uma máquina discreta, cabe no bolso do casaco, pelo menos dos casacos que se usam no Inverno, e funciona bem em quase todas as situações, apesar de ser mais limitada e mais lenta do que uma DSLR (“digital single lens reflex”).

Acontece que, no dia-a-dia, não ando com a G11 e, por este motivo, recorro ao iPhone 4s para fazer as fotografias que “vejo” por aí. A grande vantagem dos “smartphones” está no facto de nos permitirem contornar aquelas situações em que vemos algum assunto com interesse e pensamos: “se eu tivesse aqui a máquina fotográfica”.

6) O que pensas da fotografia móvel?

Acho que é um poderoso incentivo para que mais pessoas se interessem por fotografia, partilhem a sua criatividade e as imagens dos assuntos e situações que as impressionaram ao ponto de decidirem fixá-las e mostrá-las. Através de redes sociais como o Instagram, é possível observar diferentes locais do Mundo, quase em tempo real.

Um “smartphone” tem grandes limitações técnicas. Há uns meses, em viagem, tirei várias fotografias com o iPhone e partilhei algumas delas no Instagram. Para conseguir captar as imagens que queria, tive que puxar pelo “zoom” digital do iPhone. No Instagram não se nota, mas uma ampliação dessas imagens deixa à vista o que era expectável: ruído e fraca qualidade. Quando se fotografa com um “smartphone”, é preciso conhecer os respectivos limites para não se ter desilusões.

Isto não significa que o equipamento seja tudo. Longe disso. O Instagram está cheio de exemplos de pessoas com enorme talento que não deixam de dar nas vistas apesar de disporem de meios relativamente modestos, como sucede com muitos fotógrafos que apenas usam os seus “smartphones”, conjugados com doses notáveis de imaginação.

7) Fala um pouco sobre a tua paixão por fotografia.

O final da adolescência e o início da minha juventude foram o período em que me interessei por fotografia. No início dos anos de 1980, fiz a as fases de iniciação e 1 no curso de fotografia da AR.CO, em Lisboa, e nessa altura andava quase sempre de máquina na mão.

Fotografava sobretudo a preto e branco, o que me permitia controlar todo o processo desde o disparo, à revelação da película e à impressão. Quando fotografava a cores, optava pelo diapositivo.

O início da carreira profissional de jornalista e os estudos na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa acabaram por subtrair muita da minha disponibilidade para a fotografia e passei a ser um praticante esporádico. Na prática, resumi a actividade aos períodos de férias.

O Instagram acabou por ser um forte estímulo para voltar a dedicar mais tempo à fotografia. Por duas razões fundamentais.

Para aprender e progredir, é essencial fotografar muito. E a vontade de partilhar as fotografias, em vez de as manter escondidas algures num dispositivo de memória, é um empurrão para sair para a rua e ir à procura de assuntos. Em segundo lugar, para apender e progredir também é preciso ver muitas fotografias, uma tarefa que é facilitada pelas redes sociais como o Instagram e outras.

Obrigado João, pela disponibilidade em responder às nossas perguntas, e por partilhares connosco o teu olhar.

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Vale a pena conhecer #6

Hoje entrevistamos João Amaro Correia, aka @joaoamarocorreia, lisboeta, arquitecto e fotografo compulsivo.

O objecto arquitectónico aparece no seu feed, não escondendo a sua formação profissional, mas o João gosta, sobretudo, de fotografar pessoas, pois é nelas que considera estar a essência de tudo.

As suas imagens são fortes e carregadas de emoção, um pouco desconcertantes e inquietantes. Não deixando, por isso, o espectador indiferente.

O feed do João, é sem dúvida um feed que vale a pena conhecer.

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1) Como conheceste o Instagram?

Na web, pouco depois do seu aparecimento.

2) Quando começaste a tua conta? Publicaste a tua primeira foto assim que abriste a conta?

Abri a conta em finais de 2011. Presumo que tenha publicado imediatamente uma imagem.

3) Usas alguma app de edição? Quais as tuas favoritas?

PhotoShop, quando publico imagens em preto e branco. A cores, tendo não usar ‘filtros’.

4) Quais os temas que mais gostas de fotografar?

Pessoas. É nelas que está tudo. O pedaço mais verdadeiro da Verdade.

5) Que tipo de aparelho usas para fazer as fotos que publicas no Instagram?

iPhone 4.

6) O que pensas da fotografia móvel?

Um modo de registo do quotidiano. Poder-se-á inscrever a fotografia móvel na mesma genealogia da polaroid e das câmaras descartáveis da era pré-digital. Um modo rápido, barato, eficaz, de ir registando momentos de alguma maior espontaneidade e intimidade que, por definição, estão mais afastados da fotografia profissional.

Sou relutante em falar de Fotografia quando se fala em Instagram. Sem prejuízo de se encontrarem, cada vez mais, e com cada vez mais qualidade, fotografias, de facto, o Instagram é uma máquina gigante de produção e deificação da banalidade. Uma espécie de utopia (distopia) warholiana em que cada um de nós é produtor dos seus 15 avos de segundo de fama. E um fenomenal arquivo para memória futura. Os antropólogos de uns séculos à frente terão aqui um incomensurável fio de Ariadne para seguirem as pistas do início do século XXI.

A fotografia é outra coisa. Exige um pensamento e é a construção de um pensamento. É um olhar mais profundo e complexo sobre o real.

7) Fala um pouco sobre a tua paixão por fotografia.

Não tenho paixão pela fotografia. Não nasci nem alimento o «bichinho» da fotografia. Sempre tirei, de forma absolutamente casual, fotografias, como qualquer pessoa. Mas nunca fiz da fotografia sequer ‘passa-tempo’. Sucedeu ter adquirido um iPhone e, claro, ter instalado o Instagram. De início era a óbvia e, de certa forma, ingenuidade e encantamento com os efeitos dos filtros. E esse foi, penso, o grande truque do sucesso do Instagram. De repente, qualquer banalidade – um pé, uma unha, um sushi, um gatinho – adquiriu glamour e seduziu pela simulação de um imagiário que os filtros oferecem a la carte.

Lembro que de início achava muito interessante o contacto com o quotidiano de lugares e cidades distantes, de todo o mundo, por perspectivas que escapam ao crivo dos media. Uma espécie de omnipresença global, instantâneo, por todas as partes do mundo.

Por defeito de formação fotografava arquitecturas, objectos que achava interessantes. Mas sempre na lógica do «acontecimento», do «evento» – que é a lógica Instagram, tornar tudo, qualquer ínfima parte do dia-a-dia, num «evento» de ressonâncias globais. Por uma qualquer razão tentei encontrar coragem para fotografar pessoas. É o que tenho feito mais. E o que mais me tem interessado.

Não tenho técnica alguma e desconheço por completo os meandros dos equipamentos e das câmaras e as técnicas.

8) Tens algumas referencias na fotografia? Onde procuras informação para fazer as tuas fotos?

Para além de amigos fotógrafos profissionais, com quem, de quando em vez, falo de fotografia, sou muito ignorante do métier. Não tenho referências para além dos óbvios nomes. No entanto, há um livro e um fotógrafo que sempre me surge com uma força impressionante. O The Americans, do Robert Frank. Também o livro Lisboa: Cidade Alegre e Triste, do Victor Palla com o Costa Martins, me é uma referência importante.

9) Há 2 elementos que aparecem varias vezes em situações de luz diferente. Um prédio, e o tecto de uma igreja. O que são, e qual o motivo para os fotografar?

Confesso que desconheço o motivo. O prédio é no Jardim do Príncipe Real, e todos os dias lá tomo café em frente. Achei graça ao facto de se (quase) poder representar em fotografia a abstracção de um desenho de alçado arquitectónico. O tecto da Capela do Rato, não terá outro sentido que pontuar a semana das imagens, como o Domingo ritma os dias da semana, creio.

10) No inicio da conta, fotografava essencialmente arquitetura  mas hoje o elemento humano predomina no seu trabalho. Há alguma intenção nessa mudança ou foi apenas um evoluir da sua linguagem fotográfica?

Não há intenção nenhuma. É apenas isso: um caminho. Em última instância, estamos apenas a falar disso: caminhos.

Obrigado João, pela disponibilidade em responder às nossas perguntas, e por partilhares connosco o teu olhar.

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