Chamo-me Rita Cordeiro, sou Designer Gráfica.
Paralelamente, tenho duas marcas de acessórios em crochet e algum tricot, inteiramente feitos à mão, a cooler e a wooler, nas quais acumulo várias funções, incluindo a de “modelo”.
Sou uma sapatólica inveterada e gosto de mudar frequentemente o chão que piso, daí que haja muitas imagens dos meus sapatos e chãos com texturas ou características que merecem ser registadas, como é o caso do mosaico hidráulico.
Quase todas as minhas fotos têm um nome de uma música como título. Nunca me debrucei muito sobre o assunto, mas a associação é imediata e surge normalmente quando estou a tirar a foto.
Gosto de registar as coisas, os sítios por onde passo e pessoas que fazem, ou não, parte da minha vida. E gosto de que, ao olhar para as fotos passado algum (muito) tempo, me lembre exactamente do que pensei e senti quando fiz o disparo.
Para mim o Instagram é mesmo a frase (que curiosamente também é um título de uma música) que escolhi para figurar na minha galeria: it’s a kind of magic.
Em Maio, vale a pena conhecer @ritacordeiro.
1) Como conheceste o Instagram?
O meu primeiro contacto com o Instagram foi através de amigos que tinham um iphone. Na altura não achei graça nenhuma à coisa, achei até bastante irritante. Mas depois, tempos mais tarde, vi a luz!
2) Quando começaste a tua conta? Publicaste a tua primeira foto assim que abriste a conta?
Descarreguei a aplicação quando comprei um iphone, em Novembro de 2011. A minha primeira foto foi tirada no dia em que abri a conta e nunca mais parei. É caso para dizer, primeiro estranhei, depois entranhou-se!
3) Usas alguma app de edição? Quais as tuas favoritas?
Sim, uso. Gosto particularmente da VSCO e do Snapseed.
4) Quais os temas que mais gostas de fotografar?
Gosto de fotografar tudo o que faz parte dos meus dias. Não tenho preconceitos em relação a temas e gostava de ter mais coragem para fotografar desconhecidos com quem me cruzo.
5) Que tipo de aparelho usas para fazer as fotos que publicas no Instagram?
Uso apenas o telefone, um iphone 4s.
6) O que pensas da fotografia móvel?
Muitos puristas da fotografia consideram-na um atentado.
Eu sou uma acérrima defensora e acho que a forma como aproxima as pessoas com origens, vidas e universos tão longínquos é extraordinária. E acho que o facto de ter dado a qualquer pessoa a possibilidade de tirar fotos, de documentar de alguma forma a sua vida é uma coisa muito positiva. As pessoas retiram coisas boas do que vêem, guardam o que querem recordar. No fundo, é o mesmo “querer guardar o momento”, como dantes se fazia com as polaroids, mas de uma forma ainda mais acessível e imediata.
Tenho pena que o Instagram não seja apenas utilizado para a fotografia móvel pura e dura, há muitos (demasiados) utilizadores com excelentes galerias, mas que são integralmente compostas com “crops” de fotos tiradas com máquinas profissionais e com objectivas com uma capacidade infinitamente superior à da lente de um smartphone o que, na minha opinião, adultera o espírito do imediato, do instantâneo.
Alguns dos meus igers favoritos tiram fotos com câmaras de telefones de muito fraca qualidade mas, lá está, o olho do fotógrafo é que vale e não a máquina com que se está a fotografar.
7) Recentemente estiveste na página de utilizadores sugeridos do Instagram. Como foi a experiência?
Foi uma surpresa! Fiquei entre a incredulidade e a felicidade de ter sido escolhida entre milhares de utilizadores.
Tive um aumento exponencial de seguidores de tal forma que, durante umas semanas, perdi de vista as notificações das pessoas que eu sigo e com as quais interajo. Tive ainda a particularidade de, ao mesmo tempo, ter tido um destaque da VSCO. Foi uma semana emocionante e uma grande honra!
8) Fala um pouco sobre a tua paixão por fotografia.
Não sou fotógrafa, mas sempre gostei muito de fotografar.
Aprendi muito cedo todo o processo de revelação e impressão em papel com o meu tio, detentor de uma invejável colecção de máquinas fotográficas analógicas e profundo conhecedor do assunto.
Aos 15 anos o meu pai emprestou-me a sua Canon FT, tão boa quanto pesada. Documentei a minha adolescência toda e o início da vida adulta em rolos a preto e branco, que eu própria revelava em casa num mini-estúdio improvisado.
Desde aí nunca mais deixei de fotografar, agora mais em digital, e nunca saio de casa sem a máquina e, claro, sem o iphone.
Obrigado Rita, pela disponibilidade em responder às nossas perguntas, e por partilhares connosco o teu olhar.









